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27 de fevereiro de 2018

Aí você virou mãe...

Você tinha um milhão de planos para a sua vida, sonhava um milhão de sonhos. Só que aí você virou mãe.
Você dormia assim que deitava na cama e acordava só às 10 h da manhã. Aí você virou mãe.
Você tinha um monte de amigas de que te ligavam e te chamavam para sair sempre. Mas você virou mãe.
Você lia um livro por semana e colocava em dia uma série em um mês. Aí você virou mãe.
Você fazia as unhas e hidratava os cabelos todo fim de semana. Aí você se tornou mãe.
Você saía sem pressa e sem preocupações. Aí você virou mãe...
Aí você se tornou mãe e percebeu que os seus planos e os seus sonhos não chegam nem perto da felicidade que o seu filho(a) lhe transmite.
Que o sorriso dele é mais transformador que qualquer viagem e que as conquistas dele te proporcionam mais satisfação que qualquer conquista sua.
Aí você virou mãe e descobriu uma força além do normal, uma força que te guia madrugada a fora. Força que te faz sorrir mesmo depois de ter dormido quatro horas por noite.
Aí você virou mãe e trocou seus livros por livros infantis e sua série por desenhos animados, e quer saber. Eles são interessantes também.
Aí você virou mãe e faz um coque desajeitado no cabelo e fica maravilhosa com ele, e as unhas, elas não são tão importantes assim.
Aí você virou mãe e conheceu amigas MÃES também, e é tão incrível dividir o universo da maternidade com elas.
Aí você virou mãe e os seus passeios corridos são tão insignificantes, porque quando você chega em casa você se depara com aquela criaturinha que mudou toda a sua vida e percebe que sem ela não teria sentido algum todas as coisas que você fazia antes dela.
Aí você virou mãe, virou o dia, virou a noite, virou fera, virou colo, virou luz.

E apesar de toda confusão e cansaço, se você soubesse como seria lá no passado, os seus sonhos e planos teriam se transformado em um só, que seria exatamente esse: Ser mãe!

Texto:
Lisah - As Crônicas da Lisah
DIREITOS DO TEXTO RESERVADOS

25 de fevereiro de 2018

24 de janeiro de 2018

O que ninguém fala sobre a maternidade!


Não gosto muito de postar textos prontos, geralmente uso o canal como uma forma de expressar minha opinião sobre vários assuntos, principalmente os que dizem respeito a maternidade.
Mas recebi esse de uma amiga e achei bem interessante, então quis compartilhar com vocês, pois tenho certeza que muitas mães passam por momentos assim!
Espero que apreciem, e boa leitura!

Um bebê nasce apenas uma vez, mas uma mãe nasce e renasce muitas outras. E nesse processo de recomeços, descobertas, amor e aprendizado, existe também o medo, a tristeza, a renúncia e os dias negros. Nem só de luz e sorrisos é feita a maternidade. Contudo, pouco se fala abertamente sobre a escuridão materna. É um tabu.

O bebê nasce e a mãe viveu feliz para sempre. The end. Não, mas essa não é a realidade, e sim, precisamos falar sobre isso.

Os especialistas são claros em dizer que o bebê precisa se adaptar a vida fora do útero, ser cuidado e toda essa descoberta pode lhe gerar muita angústia, mas quase ninguém conta das mudanças e das angústias da mulher, numa nova vida, num recomeço agora também como mãe.

Quando você está grávida, sempre falam do amor imensurável que você irá sentir, e no geral ele vem mesmo, para algumas mais rápido, outras nem tanto, mas no geral ele vem, e é realmente imensurável e gigantesco, o que não contam é que amor demais também traz medo, o padecer e a insegurança. 
A maternidade é outrora também, uma renúncia. Sim, renunciar a liberdade de tomar um banho na hora desejada, de deitar e dormir quando e como quiser. Ir e vir como bem entender. A mãe se doa por completo, e nesse processo por vezes, ela se perde. Se doa e não mais se encontra, e se culpa, se por vezes quer se reencontrar.

Tanto se fala hoje em dia sobre as famosas “crises de crescimento” que alteram o humor, apetite, sono e comportamento dos bebês. Mas o que nenhum artigo conta é que as mulheres também passam por fases de crescimento, nesse infinito crescimento como mães e como pessoa. 
Educar é muito mais aprender que ensinar. Compreender é muito mais assimilar que aceitar. A mãe passa pela fase da renúncia a vida antiga, processo que varia de tempo e grau de mulher para mulher, mas que existe com todas elas. Daí ela precisa recomeçar, reaprender para por fim, renascer como mãe.

Ninguém fala que nessas fases dolorosas de crescimento e aprendizado como mãe, existirão dias em que você só gostaria de ficar sozinha, de ter colo ao invés de dar colo. Dias em que você se indagará no lugar mais secreto do seu subconsciente se fez a escolha certa ao ser mãe. Dias que perderá a paciência e sentirá todo seu corpo se corroer em dúvidas, medo e culpa. Dias escuros. E na grande maioria das vezes você sequer tem alguém para falar sobre eles.

Quantas lágrimas já não desabaram silenciosas e secretas do seu coração? O mundo parece rodeado apenas de mães felizes e realizadas.

“Não quis ser mãe, agora aguenta” é o que no geral a sociedade impõe. Não aceite este rótulo. Tem dias que você não agüenta não, porque maternidade é também um relacionamento, como qualquer outro, provido de dias ruins, dias bons, e muita entrega e estágios.

Do mesmo modo que um bebê aprende a falar, andar, comer, uma mulher também aprende a se tornar mãe. Quando se fala em desmame, desfralde, introdução alimentar dentre outros processos, sempre a preocupação e foco são o bebê. Tudo para ele não sofrer. Mas e a mãe? E aqueles pensamentos que por vezes a corroem, mas ela sequer consegue admiti-los para si.

Talvez ela só queria desmamar para poder dormir um pouco mais, sair e ter umas horas livres. Aquele xixi por toda a casa é misturado às lágrimas de cansaço e exaustão. Madrugadas em claro que quando o choro vem, você só queria chorar também e sumir. Mas não, ela sequer se permite admitir tais sentimentos, quanto menos vivenciá-los ou falar sobre eles.

Dizem que devemos criar os filhos para o mundo, ensiná-los a voar, mas ninguém nos conta o que devemos fazer quando eles simplesmente voam, e você fica ali, sentindo-se flutuar sem chão.

Mãe, se você está tendo um dia ruim, sentindo toda sua força se esvair, olhe para seu filho. Ali está sua força, descubra que você não só a doou como também a multiplicou em si. Você é maior do que pensa, e tão humana quanto qualquer outro. Você não é a pior mãe do mundo.

Todas as mães têm um baú trancafiado de dias escuros na maternidade, nós somente não falamos sobre eles, muito menos permitimos abri-lo até para nós mesmas.

Você não está sozinha. Não tenha medo da tempestade, deixe-a vir e se abrandará. Não se esconda da escuridão, se permita e enxergará a luz.

Por Lucinha Marinzek, do Senta que Lá vem a História.

19 de julho de 2017

Recomeço do blog

Oi gente!!
Desde o início dessa semana, resolvi voltar a escrever no blog.
Por um tempo, senti-me desestimulada. Com toda essa evolução tecnológica, e esse estouro que foi a midia social, acabei me vendo obrigada a ter fun page, instagram, email, kit midia...e isso acabou me desgastando muito, e me desviando do que realmente eu queria fazer e do que pretendia desde o início,quando decidi criar o blog: somente escrever sobre nossas aventuras.
Então o blog ficou um pouco abandonado...confesso.
Mas essa semana, estávamos organizando umas fotos, e sinceramente, já não lembrávamos de que ano se tratavam, então tivemos a ideia de vir buscar alguma informação relevante no nosso blog, (esse blog), para que pudéssemos perceber referências de datas.
E foi assim que quando nos demos por conta, estávamos a ler e reler as postagens, e rimos muito, e gargalhamos muito, e resgatamos momentos maravilhosos que passamos.
Foi uma tarde muito divertida, que nos atiçou a querer voltar a ter o blog como um arquivo de memórias, o nosso guardador de memórias.
E foi assim, que decidi voltar a escrever.Não sei se alguém ainda acompanha...mas com os dias, vai perceber mudanças por aqui, pois irei retirar o que não faz mais sentido, como publicidades, links para redes sociais e afins.
Muita coisa aconteceu desde que postei a ultima vez, em janeiro de 2016.
Nossa vida deu uma reviravolta e começaremos ou re-começaremos a contar de onde paramos.
Para não me estender muito...vou tentar fazer uma retrospectiva, e contar o que rolou nesses ultimos tempos, até hoje.Os posts a seguir, serão uma espécie de volta no tempo.

Hoje os muitos não são mais bebês...são esses adolescentes lindos e que continuam a fazer os dias da minha vida, muito mais felizes!

22 de julho de 2016

Na balada

E finalmente 2016 parece ser o ano das festas de 15 anos das amigas de Vini.
E eu, uma pobre mãe aflita em casa, doida para que esse filho ingrato chegasse e contasse todos os detalhes...
Nada.
Nem um docinho para mainha.
Eu, com o coração( e o celular) na mão, até que ele ligasse para ir buscar.O sossego só chegava qdo ele finalmente estava em casa.
Lembrei então, de uma oração que li ainda qdo era criança.
Hoje como mãe de adolescentes que começam a criar asas e sair com os amigos a noite, me pego emocionada lendo essa oração, tão real e tão atual.

Oração da maçaneta
Não há mais bela música

que o ruido da maçaneta da porta

quando meu filho volta para casa.
Volta da rua, da vasta noite,

da madrugada de estranhas vozes,

e o ruido da maçaneta
e o gemer do trinco,
o bater da porta que novamente se fecha,
o tilintar inconfundível do molho de chaves
são um doce acalanto,
uma suave cantiga de ninar.

Só assim fecho os olhos,
posso afinal dormir e descansar.

Oh! a longa espera,

a negra ausência,

as histórias de acidentes e assaltos
que só a noite como ninguém sabe contar!

Oh! os presságios e os pesadelos,

o eco dos passos nas calçadas,

a voz dos bêbados na rua
e o longo apito do guarda
medindo a madrugada,
e os cães uivando na distância
e o grito lancinante da ambulância!

E o coração descompassado a pressentir

e a martelar

na arritmia do relógio do meu quarto
esquadrinhando a noite e seus mistérios

Nisso, na sala que se cala, estala

a gargalhada jovem

da maçaneta que canta
a festiva cantiga do retorno.
E sua voz engole a noite imensa
com todos os ruídos secundários.
-Oh! os címbalos do trinco
e os clarins da porta que se escancara
e os guizos das muitas chaves que se abraçam
e o festival dos passos que ganham a escada!
Nem as vozes da orquestra
e o tilintar de copos
e a mansa canção da chuva no telhado
podem sequer se comparar
ao som da maçaneta que sorri
quando meu filho volta.

Que ele retorne sempre são e salvo,

marinheiro depois da tempestade

a sorrir e a cantar.
E que na porta a maçaneta cante
a festiva canção do seu retorno
que soa para mim
como suave cantiga de ninar.

Só assim, só assim meu coração se aquieta,
posso afinal dormir e descansar.










10 de fevereiro de 2015

Baby monitor

Vejo que muitas mães hj estão utilizando a babá eletrônica..
Então em meus testes de app, encontrei esse que achei bem legal!


Baby Monitor é um aplicativo que ajuda você a assistir o seu bebê, mesmo quando você não estiver por perto. Se o seu bebê está dormindo e você está em outra sala, o monitor do bebê irá detectar se o bebê está chorando e alertá-lo por uma chamada ou uma mensagem de texto.
Veja os recursos desse aplicativo:

✓ Liga para você quando o bebê está chorando (com sensibilidade customizável)
✓ Vigilância por Imagem - tira uma foto de seu bebê, se o alarme é acionado e envia para o outro telefone
✓ Um diário do sono, que lhe permite tomar notas e ver quanto tempo faz seu bebê foi dormir
✓ Dicas sobre o sono do bebê
✓ Envia uma mensagem de texto de advertência se a bateria está baixa

Adorei!

7 de fevereiro de 2015

Irmãos gêmeos na mesma sala?Sim ou Não?



Guilherme e Lucas sempre estudaram juntos.
Sempre estive preocupada com o desenvolvimento de cada um dentro de sala, em relação as atividades, aprendizagem, e tb com o relacionamento com os amigos.
Sempre acompanhei de perto com as professoras, e percebemos que eles eram totalmente independentes em sala, então nunca houve problema por estudarem juntos. 
Até que ano passado, os problemas começaram a surgir.
Um copiava a tarefa, e o outro ficava conversando, já que o irmão estava copiando, pq ele precisaria?Era só copiar em casa e estava tudo resolvido!
Um começou a se escorar e o outro a cansar.Comecei a perceber o desenvolvimento de um  e a dependência do outro.
Um era mais ativo nas atividades e  brincadeiras, e o outro acabava ficando à sombra dele.
Foi então que partiu deles mesmo a ideia de estudarem em sala separadas.
Guilherme tomou a iniciativa de me pedir para separa-los, pois seria "mais legal" para os dois.
Os argumentos usados por ele me convenceram na hora...afinal, não deve ser nada fácil ser gêmeo!

Para eles, uma das coisas mais chatas é o fato de  "chamarem a atenção". Sendo gêmeos na mesma sala, chamam a atenção mais fácil, por serem "dupla já formada".São mais marcados e visados pelos professores.
Outra coisa que os incomoda muito em relação a estudarem na mesma sala: as notas.Sim...precisam ser iguais...senão: Porque seu irmão tira notas melhores que vc?Porque vc não estudou como ele?Ele é mais inteligente?E por aí vai...
Sempre foram alvo de comparações. Vcs são gêmeos?E pq ele é maior?Pq ele é mais gordo?Porque ele tira notas melhores?Porque ele usa óculos?
Sei que ser comparado não é nada fácil...imagina o tempo todo, na mesma sala, e com seu proprio irmão?
Então percebi o quanto é dificil ser gêmeo. E que há muito mais do que um "melhor amigo para sempre" envolvido nessa relação. Esquecemos de perceber também, que em muitos momentos, "há um rival "diretamente envolvido, e  para sempre. Ou pelo menos, até que se encarem os fatos de forma mais leve e tranquila.
Os meus Gui e Lucas, são bem diferentes.Lucas é mais na dele, leva as coisas menos a sério.Não se importa tanto com comparações e separações.Já Gui é mais incomodado.Não gosta de comparações.Gosta de sentir único e luta constantemente por sua individualidade.
Foi ele quem tomou a iniciativa de propor que estudassem em salas separadas.
E assim fizemos. Solicitamos na coordenação da escola, a separação dos dois.
E depois que  percebi todas as mudanças que ocorreram para melhor, estando em salas separadas, levanto essa bandeira.

Irmãos gêmeos tem sim, que estudar em salas separadas!

Pois os gêmeos são muitas vezes visualizados como uma unidade, e não como seres individuais, cada um com sua personalidade, temperamento e características.
Desde dentro da barriga, eles dividem o mesmo espaço, depois passam a  dividir a atenção e tempo.
Essa busca por procurar seu próprio espaço no mundo, já não é fácil...imagina tendo uma "réplica"?Não deve ser realmente nada fácil.
Separados, eles tem a oportunidade de ser “eu” e não “Nós”, como estão sempre acostumados, desenvolvendo assim sua identidade de forma independente.
Vocês não imaginam a alegria que é vê-los, cada um com sua turma, seus melhores amigos, suas aventuras.Conhecendo pessoas diferentes, terão experiências diferentes, poderão ser vistos como eles mesmos, e não como “Eu + Ele”.
Percebi que com essa separação, a amizade e cumplicidade deles só aumentou, pois o que antes era um incômodo e motivo de brigas, já não existe mais.
Hoje parece que eles tem muito mais histórias para contar, e o dia a dia na sala de aula de um, parece interessar bastante ao outro, e assim, muitos assuntos surgem no decorrer do dia.
Continuam muito amigos, muito unidos, mas muito mais felizes!

16 de janeiro de 2015

O primeiro aniversário do bebê é também o primeiro aniversário da mãe!

Este video é dedicado a todas as mães que celebram o primeiro aniversário de seus filhos. É também o primeiro aniversário como mãe. Ano de incertezas e dúvida. Acertos e erros.


28 de outubro de 2014

Full House



O dia a dia  numa casa cheia não é fácil, é verdade.
Muitas vezes é caótico e confuso, e porque não dizer...barulhento.
São dois que dividem o mesmo quarto, para usar o banheiro quase sempre se faz fila(tô quase distribuindo fichas), falam todos ao mesmo tempo, muitas vezes, um mais alto que o outro para poderem ser ouvidos...Enquanto uns ouvem música, outros jogam video game e o outro assiste a um filme...barulhos diversos ecoam em nossa casa, vindo de lugares distintos.
Os menores vão sim, usando roupas dos maiores...
Os maiores vão sim, ajudando com os menores...
Brigas e disputas são constantes, seja  pelo melhor lugar no sofá, no carro, na mesa de jantar.
Muitas vezes, roupas são trocadas, comidas são "roubadas", doces divididos e espaços  invadidos.
Sim...é assim mesmo, numa casa com muita gente.

Não, eu não dou conta.Essa é a verdade...rsss

Mas com muita paciência, carinho, dedicação e bom humor,  tudo se ajeita.
Cuidar de  4 filhos, um marido e dois cachorros, realmente não é uma tarefa fácil, exige sim, certos sacrifícios...
Mas as recompensas, acreditem, ultrapassam todas as dificuldades.
A casa vive cheia de vida e alegria.Não existe monotonia.
"Como você consegue dar conta?Eu só tenho um, já fico exausta", é uma das coisas que mais escuto.
A verdade  é que  acredito sim,  ser muito mais fácil cuidar de 4 filhos do que de 1.
Quatro filhos, são muitas crianças...
Brincam juntos, conversam entre eles, se divertem juntos.
Eles se bastam.Não precisam constantemente da minha presença, ou a do pai, para brincar, jogar, conversar ou assistir filme.
Ao contrário, o filho único precisa constantemente da presença do pai e da mãe para suas brincadeiras, suas conversas, sua diversão.
É verdade que ter muitos filhos cansa. Mas muitas vezes, descansa.(pode acreditar!)
Pois com a casa cheia, aprende-se muito sobre o ponto de vista emocional e afetivo.
Muitos ensinamentos sobre a vida , a socialização, cidadania, direito do outro, comportamento, respeito, ... são compreendidos pela simples convivência com os irmãos.
Entre eles, adquirem  relações básicas, tais como, saber competir, compartilhar, negociar, entender que terá que dividir as atenções,  preocupar-se com o outro, respeitar espaços e pensamentos, saber lidar com amigos, aprender uns com os outros.
Saber acima de tudo, dar e receber.
Aprende-se desde muito cedo a partilhar e se organizar.
Quando se vive numa casa assim, cheia, a melhor maneira de sobreviver, é simplificando as coisas, e tornando-as práticas.
Uso muitos adesivos, identificando caixas, embalagens, frascos e locais.
Assim fica mais fácil para todo mundo...e não precisam ficar "mãe, onde está tal coisa?"
Muitas vezes, deixo-os livre, para escolherem o melhor local e melhor forma de organizar suas coisas.Afinal, somos muitos, mas também temos nossas individualidades.
Cada um é uma caixinha de surpresas...são muito diferentes uns dos outros e procuramos respeitar os limites e desejos de cada um.
Estou sempre atenta a cada transformação, palavra ou gesto, para poder tirar proveito de toda essa riqueza que é ser mãe de muitos.
Os filhos não dão só trabalho e preocupações...dão muitas alegrias e compensações também.
Ser mãe de muitos não é mérito, é vocação.

11 de junho de 2014

Lições para meus filhos...


Como mãe, sou muito consciente do meu papel de educadora.
Ensinar valores, regras de condutas e tal. 
Tipo servir de exemplo, né?
Então aí vai a lista de coisas que ensinei a meus filhos, cada uma a seu tempo, mas tenho certeza de que serão lembradas por toda suas vidas.

-lamber massa de bolo que fica na bacia, usando os dedos pra raspar bem;
-lamber a tampa do iogurte, sem cortar a língua;
-comer nutella com o dedo;
-fazer jatinho de água com as mãos, quando tomar banho na banheira ou bacia
-abrir bolacha recheada, comer um dos lados do biscoito sem o recheio, daí, abrir outra bolacha recheada e fazer o mesmo. Daí, juntar os pedaços de bolacha com os recheios, e criar uma bolacha com duplo recheio. Enfiar tudo na boca, com cuidado pra não se afogar;
- comer sonho de valsa em camadas;
- comer bis em camadas e depois lamber o chocolate que derreteu na mão;
- quando comer iogurte em potinho, usar o dedinho pra raspar a parede do potinho;
- ficar chupando o chocolate baton garoto, até que fique bem fininho;
- fazer barulho quando toma refrigerante e sopa;
- soprar canudinho no refri ou no suco, pra fazer bolhinha;
- chupar macarrão e espirrar o molho pra todos os lados;
- ficar segurando chocolate na mão pra derreter tudo, e lamber a melecada depois;
- misturar pó de nescau com pó de leite ninho, e comer assim, seco. E quando a boca estiver cheia, dizer “farofa”;
- correr pelada pela casa pra fugir do banho;
- pular e dançar em cima da cama dos pais;
- comer manga esfiapada, e sorrir com os dentes peludos e amarelos;
- fazer pum na banheira, pra ver as bolhas subindo
- no chuveiro, encher a boca de água e fazer chafariz;
- fazer penteado moicano com o cabelo cheio de xampu;
- fazer bolo de lama e enfeitar com folhinhas;
- aprender como deixar besourinho andar pela mão sem machucá-lo;
- escalar árvore sem se estabacar
- desenhar relógios no pulso, com canetas coloridas;
- usar o batom da mamãe pra brincar
- comer bolo quente;
- fazer desfile com a roupa da mãe;
- fazer barraca debaixo da mesa, com lençois;
- ficar em volta da mãe enquanto ela faz o bolo,bate chantilly, faz o creme da torta, etc;
- lamber a lata de leite condensado que sobra do doce que a mãe tá fazendo;
- ajudar a mãe, fazendo bichinhos engraçados com a massa de pão ou biscoito;
- plantar bananeira dentro da piscina;
- jogar água com sabão no chão e ficar brincando de escorregar;
- quando tiver só um restinho de xampu no frasco, encher no banho e ficar esquichando espuma na parede.

Afinal, a vida é dura, mas quem disse que precisa ser chata?

6 de fevereiro de 2014

Mãe desnecessária

Recebi esse texto no facebook...
Já o tinha visto outra vez, mas esqueci de postar aqui.
Acho lindo, lindo, e é exatamente o que penso sobre  a maternidade.
Criar os filhos para o mundo, e não para mim.
Criar filhos independentes, capazes de tomar suas proprias decisões.
Sinto que já estou me tornando uma mãe desnecessária...

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"A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo. Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista esta frase e ela sempre me soou estranha. Até agora. 
Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha interna hercúlea, confesso. 
Quando começo a esmorecer na luta para controlar a supermãe que todas temos dentro de nós, lembro da frase, hoje absolutamente clara. Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária. 
Antes que alguma mãe apressada venha me acusar de desamor, preciso explicar o que significa isto. Ser desnecessária é não deixar que o amor “incondicional” de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também. 
A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda e um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho. Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não para de se transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. 
O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância e na divergência, no sucesso ou no fracasso, com peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis. 
Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser desnecessários, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidem atracar." (D. A)
Pegando esse gancho, digo sempre às minhas pacientes “Mamães Angustiadas pela Autonomia dos Filhotes” que quando esquecemos de parar de sermos mães, nossos filhos se afastam de nós...eles precisam pensar com suas cabeças, cometer seus próprios erros e acertos!
Convenhamos, é muito chato uma mãe eterna no nosso pé...precisamos reconhecer, aliás com muito orgulho que eles, os nossos filhos crescem, se tornam autônomos, e muito melhores que nós, Graças a Deus!
Como diz o texto, é sinal de que fizemos um bom trabalho, quando percebemos que estamos sendo dispensadas e desnecessárias. É hora de descansar e curtir a turma de preferência à distância...
Lembre-se, muito melhor ser SOLICITADA que “OFERECIDA!!!”
Certa vez uma senhora pediu-me ajuda como terapeuta, pois não sabia o que fazer com um sobrinho, filho único, cuja mãe veio a desencarnar há pouco tempo. Um jovem de 18 anos, totalmente dependente, não queria estudar, colaborar, nem trabalhar... sua mãe o educara assim, com tudo à mão e à boca...nunca soubera antes o que seria fazer algo útil e construir seu futuro.
O jovem sobrinho estava desarmonizando toda a sua família de três filhos que por serem todos independentes, estudiosos, trabalhadores e responsáveis, não aceitavam o primo ocioso em sua casa.
Ao ouvir o relato de minha paciente, deparei-me em como eu sou feliz, pois tenho três filhos totalmente independentes, bem formados moralmente e intelectualmente... 

E fui fundo: se eu morrer agora não deixarei nenhum filho desamparado ou sob a responsabilidade de algum parente...meu Deus como sou feliz! A única falta que sentirão de mim será afetiva, emocional!
Senti então uma profunda gratidão à vida, a Deus e um tremendo orgulho da mãe que eu fui um dia, QUANDO ELES NECESSITAVAM DE UMA, pois hoje sou apenas uma Grande Amiga!

Ah! Continuo a distância! Quando sou solicitada sou a primeira a chegar! Caso contrário fico na minha, assisto à distância o desenrolar de suas vidas com muitos acertos, com inúmeros erros mas que eles “tiram de letra”, com muito mais competência que eu faria, se estivesse em seus lugares. 

E dou Graças a Deus!!!


EUCKARIS GUIMARÃES MENDES

18 de abril de 2013

Os filhos Crescem



Tudo vai passar, eles vão crescer e dispensarão nosso colo.
Vai chegar a fase em que os amigos serão mais importantes que os pais.
Que nossas demonstrações de afeto em público serão consideradas “um grande mico”.
Que em vez de torcer que eles durmam, torceremos para que eles cheguem logo em casa.
Que não se interessarão mais pelos velhos brinquedos.
Que o alvoroço na hora do almoço, vai dar lugar a calmaria.
Que dirão coisas tão maduras que nosso coração irá se apertar.
Que começaremos a rezar com muito mais freqüência.
Que morreremos de saudade de nossos bebes crescidos.
Por isso...
Viva o agora. Releve as birras. Conte até 10.
Faça cosquinhas, conte histórias, de abraço de urso.
Deite ao lado deles na cama.
Abrace-os quando tiverem medos.
Beije o machucado (sim, beijo de mãe cura de verdade).
Solte pipas, brinque de boneca. Faça gols, comemore.
Divirta-se, acorde cedo nos domingos para aproveitar mais o dia.
Rezem juntos.
Estimule-os a cultivar amizades.
Faça bolos. Carregue-os no colo.
Faça com que saibam o quanto são amados.
Passe o máximo do tempo possível juntos.
Assim, quando eles partirem para seus próprios vôos,
Você ainda terá tudo isso guardado no coração.

(Cinthia Moralles)

21 de fevereiro de 2013

Como ensinar as crianças sobre os limites necessários



Limites são importantes e essenciais na vida de todos nós. Vivemos cercados deles em todas as circunstâncias e momentos. Sem limites é impossível viver em sociedade e se relacionar em grupos ou com outra pessoa. Os adultos são responsáveis por inserir limites e orientar as crianças em relação a eles. Sim, limites são ensinamentos e explicações dos “porquês”. É assim que aprendemos a conviver com as delimitações existentes na vida, ou seja, com a realidade.

Quando a criança entende o porquê de determinada ordem, maiores são as chances dela obedecer. Ordem por ordem não funciona. Se dizemos, “Não suba aí, você pode cair e se machucar”, estamos, mais do que dando uma ordem, ensinando de maneira didática e clara o porquê do limite.

Mostre à criança os benefícios do respeito ao limite ensinado. Além disso, reforce-a quando ela tiver uma atitude positiva e madura diante dos limites impostos; por exemplo, quando ela sai da televisão e senta-se à mesa para comer; quando ela escova os dentes antes de dormir ou olha para todos os lados antes de atravessar a rua. Estas são situações de limites que permitem a criança obedecerem às regras e criar disciplina.

Os limites não são colocados apenas pelo discurso, mas também, e principalmente, através da atitude que os adultos têm na vida. O adulto é um grande espelho para a criança; por isto, se você não quer que a criança grite, bata e fale palavrão, não faça isso. Estes são pequenas atitudes do adulto que a criança entenderá como adequadas. Além disso, é através deste comportamento que o adulto ensina a criança valores e regras sociais importantes para seu amadurecimento e para a sua convivência social.

Se o adulto for rígido demais na imposição dos limites, ele terá também uma criança dura e rígida. Crianças rígidas fazem birra quando você não compra o que ela viu na loja de brinquedo, a pipoca na porta da escola, enfim, não escutam e nem aceitam o “não”. Não adianta medir força e muito menos ser agressivo. O retorno será o mesmo: comunicação inacessível, desrespeito e falta de entendimento. Nada disso constrói algo positivo no relacionamento entre pais e filhos e na educação da criança que a ajude crescer. Aqui os limites são autoritários e impostos com certa dose de incoerência e inflexibilidade, e muitas vezes com agressividade verbal e ou física.

Por outro lado, se o limite não existir ou for fraco demais, a criança também não irá entender o que esperamos dela e nem terá parâmetros sobre sua conduta. Neste caso, não há condução, nem mesmo orientação. Aqui, muitas vezes, a regra passa a ser exceção.

As crianças precisam de um direcionamento, de um contorno. Precisam aprender a lidar com dificuldades e suportar frustrações. Precisam aprender a diferenciar entre necessidade e vontade, ou seja, quero assistir televisão, mas tenho que dormir porque amanhã vou acordar cedo para ir à escola. Precisam aprender a discernir entre o dever e a escolha, por exemplo, fazer as tarefas da escola todos os dias, não tem escolha. Precisam compreender os limites entre o poder e o querer, como não pode nadar porque está gripado e a água está gelada.

Para finalizar esta pequena reflexão, é importante dizer que, o bom ensinamento sobre limites é servido com afeto e boas explicações. São impostos com coerência. Mantenha pulso firme quando achar que é adequado e para o bem da criança, para sua proteção e desenvolvimento físico, psicológico e social.

Fonte: Ninguém cresce sozinho, por Verônica Esteves Carvalho

27 de março de 2012

5 dicas para lidar com os palavrões na escola


Meus meninos estão crescendo e vez por outra chegam com alguns palavrões... Nada muito chocante, mais nunca gostei, e acho desagradável.
As vezes não sei como agir,pois os palavrões não saem como xingamentos, mas como forma de expressões como espanto, alegria, entusiasmo, raiva...
O que fazer???
Encontrei hj na internet umas dicas legais:

Seu filho vai aprender novas palavras na escola e, entre elas, um palavrão ou outro ou uma frase um tanto agressiva aparecem também. O que fazer?


1.Em primeiro lugar, tome cuidado na hora de repreendê-lo. O objetivo é educar e não fazer a criança sentir vergonha ou culpa.

2.Se palavrões forem rotina em casa, talvez seja melhor mudar os hábitos.

3.Explique em quais situações são usadas essas palavras, que são ofensivas e que as pessoas não gostam de ouvir.

4.Tenha paciência. Se a família não tem o costume de falar palavrão em casa, essa fase passa.

5.Se você deixar isso tomar grandes proporções, a criança vai entender que consegue o testar e aí poderá repetir as palavras várias vezes, mesmo sem saber o real significado delas.

Fonte Revista Crescer.

16 de agosto de 2011

Como os animais ajudam as crianças?





Semana passada recebi um email da Flaviane:

"Acompanho o blog e vi que temos uma animação que toda mãe vai adorar!
Os canais do Hospital Albert Einstein tem oferecido a melhor informação sobre saúde e bem-estar nas redes. Em mais essa animação, veja como os animais de estimação ajudam no desenvolvimento psicossocial das crianças e podem significar mais do que um simples amigo para brincadeiras.
Assista ao video e ajude-nos a divulgar"


Flaviane, eu adorei o video, e adorei posta-lo aqui.
Espero que muitas mães assistam, e façam o mesmo.

Beijinss e agradeço pelo email.

14 de junho de 2011

Pais Maus





“Um dia quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes: 

Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que hora regressarão.

Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram dos supermercados ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queriamos pagar”.

Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas dos meus olhos.

Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.

Mais do que tudo, 
eu os amei o suficiente para dizer-lhes NÃO, 
quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso ( e em alguns momentos até odiaram).
Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. 

Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também! 

E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhe dizer:

Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...

As outras crianças comiam doces no café e nós só tínhamos que comer cereais, ovos, torradas.
As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes no almoço e nós tinhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. 
Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.
Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. 
Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. 
A nossa vida era mesmo chata!
Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.
Enquanto todos podiam voltar tarde, tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelo menos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa ( só para ver como estávamos ao voltar).


Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência.
Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.

FOI TUDO POR CAUSA DELA!

Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo o melhor para sermos “PAIS MAUS”, COMO MINHA MÃE FOI. Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS"


20 de maio de 2011

10 valores para ensinar aos filhos...



Com suas lições, seu filho será um adulto maduro, feliz e responsável. Confira os valores que você precisa ensiná-lo:


1. Amor-próprio

O que? Autoestima, confiança na própria capacidade, coragem pra enfrentar qualquer obstáculo.
Como incentivar: quando ele fizer uma crítica, condene só o comportamento, não a própria criança!
2. Comunicação
O que é? Saber expressar suas ideias de forma clara e sempre na hora certa.
Como incentivar: conversem sobre assuntos variados, incluindo os polêmicos.
3. Autocontrole
O que é? Respeitar os próprios limites, traçar metas e eleger prioridades.
Como incentivar: estabeleça uma rotina que ajude a conciliar o lazer e a lição de casa.
4. Convivência
O que é? Aceitar pessoas de estilos, valores e crenças diferentes.
Como incentivar: mostre como respeito, educação e bom humor facilitam a vida.
5. Criatividade
O que é? Usar a imaginação para descobrir saídas variadas para um mesmo problema.
Como incentivar: programe idas ao cinema, teatro, exposições e espetáculos.
6. Escolha
O que é? Decidir para qual lado seguir, diante de um problema, analisando os prós e os contras.
Como incentivar: convide seu filho para participar das decisões em família e valorize sua opinião.
7. Iniciativa
O que é? Apresentar soluções surpreendentes para problemas, de livre e espontânea vontade.
Como incentivar: resista com unhas e dentes à tentação de resolver tudo no lugar do pequeno.
8. Honestidade
O que é? Ser verdadeiro, não fazer fofoca e fugir do "jeitinho brasileiro".
Como incentivar: diga a ele que a melhor resposta para tudo é sempre a verdade.
9. Jogo de cintura
O que é? Ter uma grande capacidade de adaptação para lidar com mudanças.
Como incentivar: dê o exemplo, não seja tão rígida em seus pontos de vista e atitudes.
10. Maturidade
O que é? Mesclar uma boa dose de disciplina com um caminhão de responsabilidades.
Como incentivar: peça ajuda nas tarefas domésticas e ensine a diferença entre "querer" e "precisar".

Fonte: M de mulher


9 de fevereiro de 2011

Que personagem é seu filho?


Seu filho está mais para Peter Pan ou para o leãozinho Simba? A astróloga paulista Silvia Bacci fez uma analogia bem interessante entre as características de alguns personagens da literatura infantil e o signo da criança. 
Os geminianos, por exemplo, são livres, leves e soltos, assim como o garoto Peter Pan. 
E seu pequeno, qual personagem melhor o representa? 
Descubra a seguir.

Áries
O carrinho de corrida Relâmpago McQueen, personagem principal do filme Carros, é vermelho como Marte, o planeta regente de Áries. Ele ama a velocidade, tem sede de vitória, é impulsivo e tem dificuldade de perceber a realidade ao seu redor, pois é muito voltado para si mesmo. Na cidade de Radiator Springs, ele conhece a equilibrada advogada Sally, um gracioso Porche, por quem McQueen se apaixona. Sally é seu complemento astrológico, uma típica libriana. Após passar por várias dificuldades, McQueen baixa a guarda e aprende com Sally a olhar um pouco além do próprio umbigo, percebendo os atrativos da cidade e de seus simpáticos habitantes. Ele revê seus valores e no final da história está tão mais maduro que abre mão de vencer uma corrida que já estava ganha em nome da integridade. McQueen está mais consciente de si mesmo e do próprio valor e não precisa mais de fatores externos para se afirmar.

Touro
O herói do filme Kung Fu Panda é o pacato Po, um panda guloso e corpulento. Seu destino parece ser dar continuidade aos negócios do seu pai, vendendo macarrão. Po está distante de alcançar seu ideal, que é ser um praticante de kung fu. Mas uma mãozinha do acaso o coloca diante do maior desafio da sua vida: ele é escolhido para ser o Dragão Guerreiro. Parece impossível que alguém bonachão, pouco ágil e de ritmo lento dê conta dessa missão. Mas Po não desiste, até mesmo quando é rejeitado pelo mestre e ridicularizado pelos colegas. Sua tenacidade taurina vai se revelando. O mestre percebe, então, como treiná-lo. Po é movido a instinto. A fome de viver, de amar e de obter da vida todo o conforto e prazer que ela pode oferecer é a força que mobiliza os taurinos. Po descobre que não existe ingrediente secreto, nem no famoso macarrão do seu pai nem para se tornar o Dragão Guerreiro. Basta acreditar em si e reconhecer os próprios recursos.

Gêmeos
Livre, leve e solto. Dessa forma vive Peter Pan, o menino que não quer crescer. O descompromisso e a jovialidade desse personagem, assim como o comportamento geminiano, podem ser associados à fase da adolescência. Nada melhor do que viver na Terra do Nunca, em que é possível brincar à vontade com os meninos perdidos e enfrentar o Capitão Gancho de vez em quando. Peter desafia e provoca seu opositor, parecendo menosprezar o perigo. Não é a força que garante sua vitória, mas a agilidade, física e mental. O combate é uma diversão, na qual ele irrita o Capitão Gancho até o seu limite. O jeito despreocupado e desapegado confere a Peter um charme irresistível. A ciumenta fada Sininho, a doce Wendy e a filha do chefe índio se derretem por ele. No entanto, se alguém tenta segurar ou prender um geminiano, ele rapidamente se torna tão escorregadio quanto um sabonete.

Câncer
O peixe-palhaço Marlin, pai do personagem-título do filme Procurando Nemo, é um autêntico canceriano. Traumatizado com a perda da mulher e de quase todas as suas ovas, Marlin superprotege seu único filho, Nemo, que aparenta ser frágil por ter uma barbatana menor do que a outra. Numa típica atitude canceriana, Marlin ensina Nemo a avançar e recuar continuamente para sair da anêmona onde vivem, até se certificar de que não há perigo. Sua postura defensiva em relação à vida, fruto do seu medo e da sua insegurança, acaba sufocando o seu amado filho, que o desobedece em busca de liberdade. É preciso que o destino os separe temporariamente para que Marlin reconheça a coragem e a capacidade de superação que possui. Somente após romper o cordão umbilical, ele pode perceber que Nemo é capaz de cuidar de si mesmo e enfrentar os desafios da vida.

Leão
O Rei Leão, assim como todas as histórias, mitos e lendas que podem ser associados a esse signo, tem como tema central a conquista da autoestima e a afirmação da personalidade. O Sol, regente do signo de Leão, simboliza o querer, o poder pessoal e o autorrespeito, cujo desenvolvimento é fundamental a todo ser humano. Os nativos de Leão precisam que alguém se orgulhe deles. O leãozinho Simba nasceu para ser rei, mas não consegue exercer esse direito até conquistar a confiança em si mesmo. Enganado pelo tio, que cobiça seu trono, ele pensa ter causado a trágica morte do próprio pai. Após muito tempo, Simba finalmente retorna ao seu local de origem para assumir a posição de rei e proteger seu povo. Foi preciso superar a culpa e elaborar a figura paterna para que ele pudesse entrar em contato com a sua força, a coragem e o espírito de liderança, qualidades essencialmente leoninas.

Virgem
Durante sua viagem ao País das Maravilhas, a menina Alice demonstra ser uma típica virginiana. O mundo mental é bastante privilegiado nesse enredo. Os jogos de palavras, as descrições minuciosas e as relações matemáticas sobre as quais Alice reflete fazem toda a diferença na composição dessa intelectual personagem. Enquanto vai caindo pelo buraco, ela procura organizar seus pensamentos de modo prático e tenta se certificar de que ainda é ela mesma por meio de lembranças e charadas. Alice é ponderada e sensata. Mesmo diante dos maiores absurdos que vão acontecendo, ela não perde a linha, nem quando está brava. Ao longo da história, a virginiana Alice analisa tudo o que vê pela frente, inclusive a si mesma. Ela recorre ao raciocínio lógico e à observação de detalhes para descobrir a melhor maneira de voltar para casa.

Libra
Charlie Bucket, de A Fantástica Fabrica de Chocolate, é um menino adorável. Ele vive na miséria com sua família e dá um duro danado, trabalhando como entregador de jornais. Como bom libriano, Charlie se expressa de modo suave e gentil. Ele não reclama da vida nem usa palavras rudes. Charlie não sente raiva das crianças que concorrem com ele durante a visita à fábrica, nem mesmo quando elas se mostram mimadas e intratáveis. Ao contrário, ele se preocupa com elas à medida que vão saindo de cena em consequência do próprio comportamento. Para os librianos, é mais natural pensar em “nós” do que somente no “eu”. Inicialmente, Charlie recusa a proposta milionária de Willy Wonka por não suportar a ideia de ter que abandonar a sua família. E dizer “não”, tratando-se de alguém do signo de Libra, exige bastante esforço.

Escorpião
A mensagem da clássica história O Corcunda de Notre Dame é não julgar pelas aparências. A decidida cigana Esmeralda encarna o personagem escorpiano na trama. Cheia de opinião e de atitude, ela vive em meio à escória de Paris e sabe se defender muito bem sozinha. A presença dos ciganos desafia a autoridade local, representada por Frollo, um homem cheio de falso moralismo. Quasímodo, o personagem principal que vive na Catedral de Notre Dame, causa repulsa e é alvo de deboche e preconceito devido à sua deformidade física. A cigana Esmeralda, no entanto, como boa representante do signo de Escorpião, não se intimida com o lado feio e duro da vida e não o discrimina. Esmeralda perturba a ordem estabelecida não só porque a afronta diretamente e é adepta do ocultismo, mas também porque sua sensualidade é tão intensa que abala a estrutura emocional do cruel Frollo.

Sagitário
Dom Quixote é a história de um aventureiro idealista. Nada poderia ser mais representativo para o signo de Sagitário. Na Espanha antiga, o fidalgo Dom Quixote teria lido tantos romances de cavalaria que perdeu a razão e passou a acreditar ser um cavaleiro andante, à procura da amada, Dulcineia. O enredo explora o contraste entre a imaginação do personagem central e a realidade que o cerca. Dom Quixote ganha, assim, o traço do exagero, característico de Sagitário. A nobreza de caráter, a generosidade e a fé desse personagem também são elementos típicos do temperamento sagitariano. Eles têm fama de sortudos, às vezes são ingênuos e, em geral, são beneficiados pelo seu habitual otimismo. Os nativos desse signo têm, na maioria das vezes, o coração bastante aberto para a vida. O sagitariano é sempre o herói da própria história, seja ela qual for.

Capricórnio
Os Três Porquinhos trata do conflito entre o princípio do prazer e o princípio da realidade. A história faz sucesso entre as crianças por transmitir, de modo simpático, a mensagem de que é melhor prevenir do que remediar. O porquinho Prático representa as qualidades do signo de Capricórnio. Ele demonstra ser o mais maduro e previdente dos irmãos. Os capricornianos são os construtores do zodíaco, e Prático não é nada negligente na execução de sua obra. Ele prevê as dificuldades que podem acontecer se sua casa não for sólida o suficiente, pois é capaz calcular os movimentos do lobo. Prático é o filho mais velho e, em algumas versões da história, acolhe os irmãos na casa de tijolos como um verdadeiro pai, livrando-os do perigo. Os capricornianos não fogem ao dever nem às responsabilidades, que muitas vezes incluem dar apoio e proporcionar estrutura ao seu grupo familiar.

Aquário
O excêntrico Willy Wonka, de A Fantástica Fábrica de Chocolate, é certamente um aquariano. Esse livro, que deu origem a dois filmes, já foi chamado de ficção científica para crianças, o que demonstra a originalidade e o caráter futurista da história. Wonka é um sujeito de humor ácido e incomum, que adora surpreender os outros com atitudes e comentários totalmente imprevisíveis. Magoado pela incompreensão na infância e pela traição de seus operários, Wonka criou um mundo à parte para si mesmo na fábrica de chocolates, onde vive com os exóticos Oompa Loompas. Ele busca um sucessor para comandar a fábrica, já que não tem filhos, pois não é um homem comum. Deliciosamente visionário, mas também estranhamente impessoal. Assim é Wonka. Nele a ironia e a genialidade caminham juntas ao não-convencionalismo, revelando o signo de Aquário.

Peixes
Gentil, romântica e sonhadora, Cinderela vive uma situação de vítima desde que ficou órfã de pai e é explorada pela madrasta e pelas meias-irmãs. Seu encontro com o príncipe é repleto de magia e, como toda a ilusão, termina. E a Gata Borralheira volta à sua rotina de viver entre as cinzas. Com a chegada do emissário real, ela é trancada no quarto pela madrasta para que não ofusque suas filhas. Não é raro que o pisciano se veja desafiado a sair das sombras para mostrar seu potencial. Por pouco, Cinderela não teve que sublimar sua paixão. Fugindo do quarto, ela tem a chance de mostrar ao príncipe que, mesmo sendo uma moça humilde, é interiormente alguém muito especial. São os pés, que na anatomia correspondem ao signo de Peixes, que salvam a protagonista, permitindo que ela seja identificada como a moça que encantou o príncipe.

Então aqui em casa temos os seguintes personagens:

O Prático, dos 3 porquinhos - Vini
A cigana Esmeralda, do Corcunda de Notre Dame - Júlia
Po, o panda do Kung Fu Panda - Gui e Lucas

E seus filhos?
Que personagens eles são?

Fonte: bebe.com.br