terça-feira, 29 de junho de 2010

Amigo estou aqui...

Neste Domingo fomos assistir ao tão esperado filme TOY STORY 3.
Lindo!

Toda a turminha de volta, mas desta vez, vivendo um "drama" mais sério...

Andy agora está crescido e se prepara para ir para a faculdade e seus leais brinquedos vão parar numa… creche!
Então a turminha se mete em muitas confusões, alegrando a todos nós!

As crianças adoraram e se emocionaram com o drama vivido pelos brinquedos mais fofos do mundo!

Não deixem de ir conferir!!



sábado, 5 de junho de 2010

Pequenos traumas podem levar crianças à depressão

Excesso de atividades e até mordida de cão podem desencadear doença.


Sinais de depressão aparecem em 4,2% de brasileiros entre 6 e 17 anos.




Expressões de tristeza, desânimo e isolamento podem ser sintomas de depressão (Foto: Divulgação)

Situações que parecem corriqueiras e simples para um adulto, como o excesso de atividades, uma mordida de cachorro ou uma separação, podem levar crianças à depressão, segundo especialistas.

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Instituto Ibope, em agosto deste ano, detectou os sintomas mais comuns de transtornos mentais entre as crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. Sinais importantes de depressão aparecem em aproximadamente 4,2% das crianças e adolescentes brasileiros nessa faixa etária.


É importante ressaltar que os números da pesquisa não se referem, necessariamente, a crianças e adolescentes com depressão e sim a crianças e adolescentes com sintomas depressivos importantes, a ponto de levar a mãe a procurar tratamento. Parte destas crianças e adolescentes pode já ter uma depressão instalada, mas não podemos afirmar por questões metodológicas”, afirma Tatiana Moya, coordenadora do Departamento de Epidemiologia Psiquiátrica da ABP.


De acordo com a psicoterapeuta Mara Pusch, da Universidade Federal de São Paulo, as formas de depressão podem ser diferentes em crianças e adolescentes. “Geralmente a depressão infantil é mais rara e, na adolescência, é mais comum, já que essa corresponde a uma fase de transição de um corpo e mente de criança para um corpo e mente de adulto. Nessa etapa da vida, a probabilidade de não aceitação de si mesmo ou auto-estima diminuída é maior”, diz.


Algumas doenças emocionais, segundo Mara, têm componentes genéticos que podem influenciar a tendência de uma criança ou adolescente ter depressão. Ainda assim, fatores como um trauma podem desencadear transtornos mentais sérios. “Uma criança pode desenvolver a depressão por traumas que vão desde uma mordida de cachorro até a separação dos pais, que correspondem a situações de grande estresse”, diz. Segundo a especialista, há casos de bebês que, quando são afastados da mãe, podem apresentar sinais de depressão, como parar de mamar.



Como identificar

Expressão de tristeza, desânimo para realizar atividades que antes eram prazerosas e isolamento são alguns dos sintomas que devem ser observados para detectar casos de depressão em crianças e adolescentes. “Em alguns casos esses sintomas vêm associados ao desejo de morrer do adolescente, que muitas vezes é expresso. Isso pode ser considerado um pedido de ajuda e merece a atenção dos pais”, afirma Mara. Outros sintomas que merecem atenção são a perda ou o ganho de peso sem motivo aparente e de forma muito rápida.
Em caso de crianças e adolescentes que apresentem algum desses sintomas, a psicoterapeuta orienta que os pais procurem um pediatra, que deverá encaminhar para uma ajuda psiquiátrica ou psicológica. Vale observar o comportamento da criança na escola e em outros momentos em que ela se relaciona com os colegas. “É importante que os pais tentem descobrir o que desencadeou a depressão”, diz Mara.
Crianças com uma intensa rotina de atividades e que moram em grandes cidades têm mais tendência a desenvolver depressão do que crianças que vivem em ambientes tranqüilos. “Um quadro de depressão não tratado na infância e na adolescência pode prejudicar o desenvolvimento global normal da criança, como o aprendizado e o desenvolvimento emocional. A doença pode também predispor a criança a um transtorno mental crônico e de difícil tratamento no adulto”, diz Tatiana, da ABP.